Departamento de Cirurgia

  • Galeria de ex-chefes do Laboratório de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental recebe retrato do Prof. Edevard José de Araújo

    O Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Santa Catarina realizou o descerramento da fotografia do Prof. Edevard José de Araújo na Galeria de Ex-Chefes do Laboratório de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental.

    Cirurgião pediátrico, o Prof. Edevard esteve à frente do Laboratório entre 2011 e 2021. Ao longo de uma década de gestão, contribuiu para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e formação acadêmica vinculadas ao Departamento de Cirurgia.

    Seu retrato passa agora a integrar a galeria que homenageia os ilustres professores que exerceram a chefia do Laboratório e que, por meio de gestões competentes e dedicadas, contribuíram para o fortalecimento e o enriquecimento do Departamento.

    A inclusão de sua fotografia representa o reconhecimento institucional pelo trabalho realizado e preserva a memória daqueles que participaram da construção da história do Laboratório de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da UFSC.

    O Departamento de Cirurgia agradece ao Prof. Edevard José de Araújo por sua dedicação e pelas relevantes contribuições prestadas durante o período em que exerceu a chefia do Laboratório.


  • Departamento de Cirurgia publica edital de seleção de monitores para 2026/2

    O Departamento de Cirurgia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CLC/CCS/UFSC) publicou o Edital nº 001/2026/CLC-CCS, destinado à seleção de estudantes de medicina para o Programa de Monitoria no segundo semestre de 2026.

    A seleção contempla oportunidades nas seguintes disciplinas:

    • CLC 5701 – Anestesiologia, com vaga destinada à Política de Ações Afirmativas (PAA);
    • MED 7009 – Saúde do Adulto II – Técnica Operatória e Cirurgia Experimental;
    • MED 7025 – Saúde do Adulto VI – Urologia.

    Podem participar estudantes regularmente matriculados no curso de graduação em medicina da UFSC (Campus Trindade)  que tenham sido aprovados na disciplina pretendida, ou em disciplina equivalente, com nota mínima 7,0, além de atender aos demais requisitos estabelecidos no edital.

    As inscrições estarão abertas das 8h do dia 10 de agosto de 2026 até as 18h do dia 11 de agosto de 2026, por meio do formulário eletrônico indicado no edital. No momento da inscrição, será necessário anexar o histórico escolar atualizado.

    A seleção observará critérios acadêmicos específicos para cada disciplina. Caso haja mais de uma candidatura que cumpra os requisitos mínimos para Técnica Operatória e Cirurgia Experimental ou Anestesiologia, poderá ser realizada avaliação teórico-prática. Para Urologia, está prevista entrevista no dia 19 de agosto de 2026, a partir das 10h15.

    A monitoria remunerada terá carga horária de 12 horas semanais. O valor mensal previsto é de R$ 568,00, acrescido de R$ 132,00 de vale-transporte, totalizando R$ 700,00.

    As pessoas interessadas devem consultar a página do processo seletivo onde encontrarão edital completo para conhecer os requisitos, critérios de classificação, formulário para inscrições e demais etapas do processo seletivo.

    Dúvidas podem ser encaminhadas para clc@contato.ufsc.br.


  • A inovação acontece quando diferentes saberes se encontram

    A formação em saúde enfrenta desafios cada vez mais complexos, que dificilmente podem ser solucionados por uma única área do conhecimento. É justamente na interface entre diferentes disciplinas que surgem algumas das soluções mais criativas e eficazes. A colaboração transdisciplinar permite integrar conhecimentos, metodologias e perspectivas distintas para desenvolver tecnologias, aperfeiçoar processos de ensino e responder de forma mais inovadora às necessidades da sociedade.

    Um excelente exemplo dessa integração foi a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso de Mateus Eller Behr, aluno do Curso de Design da UFSC. Sob orientação da professora Regiane Trevisan Pupo, Mateus projetou e construiu o protótipo de um simulador para treinamento de cricotireoidostomia, procedimento de emergência utilizado para obtenção de uma via aérea em situações críticas.

    O desenvolvimento do simulador contou também com a colaboração do Professor Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho, do Departamento de Cirurgia da UFSC, que atuou como supervisor clínico do projeto. A parceria entre Design e Medicina permitiu aliar princípios de projeto e fabricação de produtos à experiência clínica e às necessidades do ensino da cirurgia, resultando em um protótipo funcional e com elevado potencial para aplicação na educação médica.

    Mais do que um trabalho de conclusão de curso, esta iniciativa demonstra como a aproximação entre diferentes áreas do conhecimento amplia a capacidade de inovação da universidade. O Design contribui com metodologias de desenvolvimento centradas no usuário, seleção de materiais, ergonomia e processos de fabricação, enquanto a Medicina fornece o conhecimento clínico indispensável para garantir fidelidade anatômica, realismo funcional e relevância educacional.

    O Departamento de Cirurgia parabeniza Mateus Eller pela excelente defesa, bem como a Professora Regiane Puppo pela orientação e todos os envolvidos nesta colaboração. Projetos como este reforçam o compromisso da UFSC com uma formação acadêmica inovadora, mostrando que as melhores soluções frequentemente surgem quando diferentes áreas trabalham em torno de um objetivo comum: formar melhores profissionais e produzir conhecimento capaz de transformar a prática em saúde.


  • Liderança Cirúrgica: O que estamos realmente ensinando aos futuros cirurgiões?

    Nas salas cirúrgicas modernas, a liderança deixou de ser um atributo intuitivo ou nato — tornou-se uma competência fundamental, tão importante quanto a habilidade técnica. Ser líder em cirurgia é mais do que conduzir uma equipe; é inspirar segurança, manter padrões, decidir sob pressão e comunicar-se com clareza em momentos críticos.

    “O cirurgião moderno precisa dominar não apenas o bisturi, mas também a comunicação, a gestão e o autocontrole em ambientes de alta complexidade.”

    Da técnica à liderança

    A educação cirúrgica evoluiu muito desde o modelo de Halsted no século XIX, baseado essencialmente em volume e exposição. Hoje, com a redução das cargas horárias e o foco crescente na segurança do paciente, o treinamento precisa contemplar fatores humanos e competências não técnicas — como comunicação, trabalho em equipe e liderança (Fritz et al., 2019).

    Contudo, como lembram Fritz e colaboradores, ainda há grandes lacunas na formação estruturada de residentes, especialmente quanto à mensuração e ao desenvolvimento dessas habilidades. Em muitos programas, as avaliações permanecem restritas a listas de procedimentos técnicos e à certificação subjetiva de preceptores.

    “A liderança é a ferramenta mais silenciosa — e talvez a mais poderosa — da segurança cirúrgica.”

    A anatomia da liderança cirúrgica

    Henrickson Parker e colegas desenvolveram o Surgeons’ Leadership Inventory (SLI), um instrumento empírico para avaliar comportamentos de liderança intraoperatória (Henrickson Parker et al., 2013). O inventário identifica oito dimensões observáveis da liderança no centro cirúrgico:

    • Manter padrões (segurança e qualidade da prática);
    • Tomar decisões;
    • Gerir recursos;
    • Direcionar a equipe;
    • Treinar e instruir;
    • Apoiar os outros;
    • Comunicar-se de modo eficaz;
    • Lidar com a pressão.

    Essas competências formam a espinha dorsal da liderança cirúrgica e têm impacto direto sobre o desempenho da equipe e a segurança do paciente.

    Por que ensinar liderança?

    Falhas de liderança estão entre as causas mais frequentes de eventos adversos em saúde. Em cirurgia, o desafio é duplo: o cirurgião precisa liderar e, ao mesmo tempo, executar tarefas técnicas complexas. Ensinar liderança significa ensinar o cirurgião a pensar além do bisturi — a gerir conflitos, delegar, supervisionar e inspirar. A liderança é, afinal, uma habilidade treinável e mensurável, assim como a técnica operatória.

    “Não basta formar bons operadores. É preciso formar bons líderes — capazes de transformar o ambiente cirúrgico em espaço de aprendizado e confiança.”

    Do preceptor ao mentor

    O cirurgião-educador também exerce papel central nesse processo. Ele deve ser modelo de liderança — demonstrando calma, entusiasmo e empatia, como destacam Fritz et al. (2019). A formação de líderes cirúrgicos exige ambientes que valorizem o feedback estruturado, a autonomia progressiva e o aprendizado reflexivo.

    Conclusão

    A próxima geração de cirurgiões precisa dominar não apenas a técnica, mas também o comando sereno da sala operatória. Ensinar liderança é preparar profissionais capazes de garantir segurança, qualidade e humanidade na prática cirúrgica. O desafio não é apenas formar bons operadores, mas bons líderes — e essa é, talvez, a cirurgia mais delicada que podemos realizar.


    Referências

    1. Fritz T, Stachel N, Braun BJ. Evidence in surgical training – a review. Innov Surg Sci. 2019; 4(1): 7–13. https://doi.org/10.1515/iss-2018-0026
    2. Henrickson Parker S, Flin R, McKinley A, Yule S. The Surgeons’ Leadership Inventory (SLI): a taxonomy and rating system for surgeons’ intraoperative leadership skills. Am J Surg. 2013; 205(6): 745–751. https://doi.org/10.1016/j.amjsurg.2012.02.020

  • Nova Chefia do Departamento de Cirurgia

    Assume a Chefia do Departamento de Cirurgia o Prof. Gilberto do Nascimento Galego, neste 10 de setembro de 2025.

    Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (1988), obteve o Doutorado em Cirurgia  pela Universidad Autonoma de Barcelona (1992). É Professor Titular do Departamento de cirurgia  da Universidade Federal de Santa Catarina, Cirurgião Vascular e Endovascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

    O prof. Gilberto sucede ao Prof. Getúlio R. de Oliveira Filho na missão de conduzir o Departamento de Cirurgia.

     


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